quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Zagorka - Da Bulgária para Sorocaba.

Olá amigos!

Finalmente, depois de longos meses sem postar nada - os motivos logo serão revelados para a alegria geral - volto a colocar algo nesse site que tanto me faz feliz! É verdade, não pretendo deixar esse espaço tão precioso sem minha atenção por tanto tempo novamente!

Volto escrevendo algo bem singelo, porém que vale como conhecimento geral sobre cervejas de outros cantos do mundo. Dessa vez falo sobre a Zagorka, a maior cervejaria da Bulgária, logo a mais consumida naquele país. Ela leva esse nome pois nasceu na cidade de "Stara Zagora" e além de produzir sua própria cerveja, também é responsável por boa parte das produções da Heineken no leste europeu, além de carregar em sua carta cervejas como Ariana, Gold, Stolichno, Amstel e Murphy´s.

Como consegui uma garrafa? Para minha alegria tenho amigos com hobbies esquisitos - como se não bastassem os homebrewers, rs - e que de vez enquando fazem viagens estranhas. Um deles, Rafael Martins é radio amador aqui de Sorocaba (muito em breve falo sobre esse figura aqui) e me trouxe uma amostra durante uma viagem "a trabalho" que fez ano passado em terras Bulgaras. Creio que não seja possível encontrar essa cerveja aqui no Brasil ainda.

Abaixo descrevo algumas impressões que tive durante a degustação:  

Cervejaria: Zagorka Brewery
Cerveja: Zagorka Lager
Estilo: American Lager (apesar de denominar a si mesma Bulgarian Lager)
País: Bulgária
Temperatura de servíço: 5°C
Armazenamento: garrafa de 500ml


Aparência: Cor dourado médio, tranlúcida, espuma com boa formação e média persistência.
Aroma: Malte, milho, baixa presença de lúpulo, diacetil e um suave residual da fermentação, muito discreto, porém estava alí.Infelizmente o "buquê" era fraco.
Sabor: Baixa presença de malte, lúpulo pouco presente e cereais não maltados. Sem complexidade.
Sensação na boca: Depois de beber meia garrafa é possível notar uma baixa adstringência, porém persistente. Apesar da baixa presença do lúpulo no sabor e no aroma, o amargor é bem presente e bastante duradouro na boca, talvez por usar extrato de lúpulo em vez da versão peletizada. É impossível não notar o dulçor, mesmo com corpo discreto, porém esse não se equilibra bem com o amargor.
Impressões gerais: Com excessão do amargor um pouco mais elevado, é uma cerveja sem muitos atrativos, no entanto representa o estilo. Dentro do possível se motrou pouco desequilibrada, com poucos defeitos - pelo menos pouco perceptíveis ao meu humilde paladar e olfato - e bem refrescante, talvez seu maior objetivo. O seu rótulo traz estampado o título "Premium", entretanto, para chegar a esse ponto, pelo menos ao meu ver, algumas coisas deveriam ser melhoradas, tais como utilizar mais malte e menos cereais não maltados, ter lúpulo mais presente no aroma, e um pouco mais de corpo. Uma nota? Não sei, talvez um 4, mas se levarmos em consideração as cervejas massificadas que temos a disposição no Brasil, os búlgaros estão melhores servidos - fato.

Um grande abraço a todos!

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